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O Programa de Engenharia de Produção (PEP), da Coppe, promoverá sua Aula Inaugural no dia 9 de março, marcando a abertura oficial do período letivo.
O encontro contará com a presença de todo o corpo docente e da secretaria acadêmica, que apresentarão as diretrizes do programa, orientações institucionais e informações essenciais para o início das atividades acadêmicas. A iniciativa tem como objetivo acolher os estudantes e alinhar procedimentos, prazos e expectativas para o semestre.
A coordenação destaca que a Aula Inaugural representa um momento estratégico de integração e alinhamento acadêmico, sendo fundamental para a organização do período letivo.
Data: 09/03/2026
Horário: 10h
Local: Sala G-209
A presença dos estudantes é fundamental para o início das atividades do semestre.

A operação que levou um transformador de 540 toneladas pela Rodovia Presidente Dutra, em São Paulo, chamou a atenção do país pela magnitude e pela complexidade técnica envolvida. O equipamento, fabricado em Guarulhos, integra um lote de 14 unidades destinadas ao projeto Neom, na Arábia Saudita, iniciativa que prevê a construção de uma cidade linear de 170 quilômetros movida a energia renovável.
A megaoperação mobilizou cerca de 50 profissionais, além da Polícia Rodoviária Federal, e interrompeu temporariamente a Rodovia Presidente Dutra, principal ligação entre Rio e São Paulo. Para suportar o peso da carga, foi utilizada uma supercarreta com 380 pneus, tracionada por três cavalos mecânicos, totalizando mais de 50 eixos e 126 metros de comprimento. Só em pedágios, o custo estimado foi de R$ 4,5 mil.
Em entrevista à mídia, o professor Lino Marujo, do Programa de Engenharia de Produção da COPPE/UFRJ, destacou que operações desse porte exigem planejamento minucioso e integração entre múltiplos atores. Segundo ele, trata-se de uma logística de alta complexidade, comparável a um “trabalho de relojoeiro”, devido à sensibilidade interna do equipamento, apesar de suas dimensões robustas — 11 metros de comprimento por seis de largura.
“O desafio não está apenas no peso, mas na distribuição de cargas, na análise estrutural das pontes e viadutos — as chamadas ‘obras de arte’ — e na coordenação com órgãos reguladores e concessionárias”, explicou o professor. Engenheiros acompanharam o trajeto medindo as estruturas antes e depois da passagem da carreta para garantir que não houvesse danos.
A operação, planejada ao longo de um ano e meio, enfrentou imprevistos como a quebra de um dos cavalos mecânicos e restrições de circulação em fins de semana, além da necessidade de ajustes estruturais para adequação às normas de tráfego. A passagem pela Dutra foi programada para a madrugada, a fim de reduzir impactos aos cerca de 350 mil veículos que circulam diariamente pela rodovia.
Para o professor Lino Marujo, o caso evidencia a importância da engenharia logística brasileira em projetos globais de grande escala. “É um exemplo de como o Brasil participa de cadeias internacionais de fornecimento de alta tecnologia, exigindo planejamento estratégico, gestão de riscos e precisão operacional”, afirmou.
O transformador transportado possui capacidade energética suficiente para abastecer duas cidades do porte de São Paulo ou uma metrópole como Nova York, reforçando o papel estratégico da indústria nacional em megaprojetos internacionais.
Fonte: G1 GLOBO
Onde muitos enxergam lixo, a engenharia vê matéria-prima, oportunidade e transformação. É a partir dessa lógica que nasce o projeto desenvolvido por Isaac Estevam, graduando em Engenharia Naval da UFRJ, no laboratório EDS Maker, vinculado ao Casulo do Programa de Engenharia de Produção da COPPE. Desde 2024.1, o estudante integra o espaço, que reúne experimentação, prototipagem e tecnologia social como ferramentas para enfrentar desafios reais da sociedade.
A ideia surgiu de uma pergunta simples, mas poderosa: como transformar uma garrafa PET descartada em algo útil, acessível e tecnicamente reaproveitável? A partir dessa inquietação, começaram os primeiros testes, protótipos e ajustes até que a solução ganhasse forma. Para o projeto, o PET deixa de ser apenas resíduo e passa a ser reconhecido como um dos polímeros mais abundantes e duráveis do planeta, cujo problema não está no material em si, mas na forma como é descartado e negligenciado.
A resposta veio com o desenvolvimento de uma filetadora de garrafas PET, uma solução simples, funcional e de baixo custo. O dispositivo foi pensado para ser montado sem o uso de ferramentas, apenas por encaixe, e tem como principal função transformar garrafas pós-consumo em filetes contínuos de plástico. Basta posicionar a garrafa na guia para que a lâmina realize um corte uniforme e constante, devolvendo ao material sua condição de matéria-prima.
A estrutura da filetadora é impressa em 3D, utilizando poucas peças metálicas, o que reduz custos e facilita a reprodução da tecnologia. O processo de impressão reforça áreas críticas do equipamento, garantindo maior resistência e durabilidade. O design ergonômico foi desenvolvido para tornar o uso seguro, confortável e intuitivo, ampliando o potencial de aplicação em diferentes contextos.
A partir dos filetes gerados, abre-se um universo de possibilidades: produção de filamentos para impressão 3D, objetos diversos, protótipos e soluções criativas que dependem apenas da imaginação de quem utiliza o material. Mais do que um produto final, a filetadora representa o primeiro passo para inserir o plástico em um novo ciclo de vida, alinhado aos princípios da economia circular.
O projeto demonstra como soluções aparentemente pequenas podem gerar impactos significativos. Ao transformar resíduos em insumos de alto valor, a iniciativa reduz o descarte inadequado de plástico, promove inovação acessível e coloca a ciência e a engenharia a serviço de um futuro mais sustentável. É a tecnologia que nasce do problema e se transforma em oportunidade, um futuro mais limpo, mais inteligente e mais nosso.
Fonte: Coppe UFRJ
Mais do que ocupar espaços, é necessário ampliá-los, fortalecê-los e criar oportunidades para que cada vez mais mulheres e meninas possam construir suas trajetórias na ciência. O Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência reforça a importância de valorizar histórias que inspiram e impulsionam novas gerações, como a da professora Amanda Xavier.
Docente do Programa de Engenharia de Produção da COPPE, Amanda também atua como Diretora Superintendente da Coppetec, coordenando diversos projetos acadêmicos e institucionais. Administradora de formação, construiu sua trajetória acadêmica com mestrado, doutorado e pós-doutorado em Engenharia de Produção, consolidando uma carreira marcada pela liderança, inovação e compromisso com o fortalecimento da ciência e da gestão.
Ao longo de sua atuação, tem contribuído de forma significativa para a articulação entre universidade, pesquisa aplicada e desenvolvimento institucional, ampliando o impacto da produção científica e tecnológica na sociedade.
Para as próximas gerações de mulheres e meninas, Amanda deixa uma reflexão potente sobre protagonismo e transformação:
“Precisamos parar de acreditar que basta ocupar espaços. Esses lugares não foram pensados para nós e, muitas vezes, chegar por mérito ainda não é suficiente.
É fundamental construir nossos próprios espaços e, sempre que possível, puxar outras mulheres conosco. Se não fizermos por nós, ninguém fará.”
Promover a equidade na ciência é investir no futuro. Ao reconhecer trajetórias como a de Amanda Xavier, reafirma-se o compromisso com a ampliação de oportunidades, a valorização da diversidade e a construção de ambientes acadêmicos mais justos e inclusivos para as próximas gerações.
Fonte: Coppetec
O Programa de Engenharia de Produção divulga o Calendário Acadêmico de 2026, que reúne as principais datas e prazos que orientarão as atividades acadêmicas ao longo do ano. O documento contempla o início e o término dos períodos letivos, prazos para matrícula, trancamento de disciplinas, períodos de avaliação, além de recessos e feriados acadêmicos.
Clique AQUI para conferir o calendário acadêmico!